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Oeste unifica a sua voz quanto ao novo modelo de pedágio ao Paraná
sexta, 11 de dezembro de 2020
O Oeste do Paraná consolida a sua decisão de ter uma única voz e posição sobre o novo modelo de pedágio, com definições em 2021. A questão foi aprofundada em reunião online realizada na tarde desta sexta-feira, 11, que reuniu diretores da Caciopar e do Programa Oeste em Desenvolvimento e presidentes de associações comerciais integradas a Caciopar. Nesta semana, o POD divulgou matéria e emitiu carta dizendo que a região é contra o modelo híbrido de concessão do novo pedágio, e apresentou argumentos contundentes mostrando que, caso essa tese frutifique, haverá enormes prejuízos à economia do Paraná.
O presidente da Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste, Alci Rotta Júnior, afirmou que a região não pode errar novamente. “Trata-se de uma concessão de longo prazo, por isso precisamos ser precisos porque muito está em jogo”. Na primeira licitação, na década de 1990, muita coisa aconteceu e o acompanhamento, por parte das entidades e dos usuários, não ocorreu da maneira como deveria. O resultado foi um preço absurdamente alto que a economia do Paraná, e principalmente do Oeste, ainda estão pagando, ressalta Alci. E houve ainda, no percurso, interferências políticas extremamente prejudiciais, retirando inclusive obras indispensáveis do contrato original.
Menor preço
“Queremos o modelo de menor tarifa, com redução nos preços dos pedágios em pelo menos 50%”, diz o presidente do POD, Danilo Vendruscolo. A região é contra o modelo híbrido, com outorga onerosa, por uma questão muito simples: especialistas afirmam que há risco, caso esse modelo prevaleça, de elevar os atuais preços das tarifas em 20%. “Assim, seguiremos tendo o maior pedágio do Brasil e um dos mais caros do mundo”, alerta Danilo.
O que a região Oeste do Paraná busca, acrescenta Alci Rotta Júnior, é um modelo com tarifa justa, com transparência e com a retomada de obras para a preservação de vidas e benéfica à economia. “Queremos duplicações, terceiras-faixas e tudo o que possa somar para uma malha rodoviária à altura da importância de um território que trabalha e produz muito”. A região é contra o modelo híbrido também, afirmou Danilo ao ler carta elaborada pelo POD, porque representará perda de competitividade dos produtos paranaenses para o Brasil e para o mundo, além de gerar desestímulo à atração de investimentos.
Assinaturas
A carta elaborada pelo Programa Oeste em Desenvolvimento já foi enviada a deputados estaduais e federais, a senadores e ao Governo do Paraná. A partir de agora tem início uma ampla campanha de coleta de assinaturas, em toda a região, para reforçar e dar ainda mais peso à posição do Oeste por um novo modelo de pedágio focado no menor preço.
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